domingo, 29 de julho de 2012


Edson Andrade e Elen


Edson Andrade e Elen


Edson Andrade e Elen


VIOLÃO


Plange um violão...
A visão se alonga rente à linha do infinito
E o pensamento perde-se
Na vastidão do espaço plúmbeo.

Plange um violão...
A voz semi-maviosa eleva-se do peito,
Quebrando o silêncio surdo
De uma alma notívaga,
Para então romper todas as barreiras
Que entravam o sonho...

Plange um violão...
E esse transportar-se nas notas
Em direção ao espaço desejado,
Não vai além do seu eco,
Malogrando aspiração profunda
De alar-se rumo à vida.

Plange um violão...
Cada nota é um espinho
Trespassando minha saudade...

Recife, 18.05.84