quarta-feira, 27 de julho de 2016

CÉU DE AGOSTO




CÉU DE AGOSTO

Flana ave no espaço plúmbeo de agosto

Cinérea ilusão do pássaro

É visão fugaz de vida ardente

Presa por um fio

De “penas” diáfanas

E soltas contra a brisa.

Liberdade é isso: vaga lembrança

Do pássaro que pousou,

Passado tão remoto

Quanto nuvens brancas

Neste céu de agosto,

Nesta ilusão

Ardente e multicor de eternidade.

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