SONETO DO ADEUS
E então disseste que o adeus frio
- Tua glória face ao meu sofrer -
Nada triste em teu querer vazio
Descaminho já deste meu viver.
Só então meu mundo se desvencilhou
Verso desejado – noite a vagar
Em lágrimas teu mundo desabou
Ambição de amor sem vago amar.
Tu me pretendias mercê do engano
Escravo forro da atroz quimera
Dizer sim ao urdir do teu plano.
Mas, forte, firme e intimorato
Escrevi no lenço que me dera:
- Adeus, Marília: em vão te amo!
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