SONETO À LUA
E ao revelar-te fria, halo e nua
A desvendar-me bardo em teu clarão
Eu te afago em verso e violão
E no meu canto te proclamo Lua.
Adoro sequestrar-te ao firmamento
Noites frias de seresta a cismar
Sonho e coração, voz a lamentar
Raios de magia, luz deste tormento.
Astro que te quero noite e dia,
Banha este sofrer de poesia
Arrebata meu amor, minha emoção!
Ilumina, Lua, norte em teu vagar
Liberta deste amor o caminhar
Barco iluminado, prece e solidão.
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