quarta-feira, 27 de julho de 2016

SONETO À LUA



SONETO À LUA

E ao revelar-te fria, halo e nua

A desvendar-me bardo em teu clarão

Eu te afago em verso e violão

E no meu canto te proclamo Lua.

Adoro sequestrar-te ao firmamento

Noites frias de seresta a cismar

Sonho e coração, voz a lamentar

Raios de magia, luz deste tormento.

Astro que te quero noite e dia,

Banha este sofrer de poesia

Arrebata meu amor, minha emoção!

Ilumina, Lua, norte em teu vagar

Liberta deste amor o caminhar

Barco iluminado, prece e solidão.

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